segunda-feira, 8 de junho de 2015

Astronomy Picture of the Week: Supernova 1994D e um Universo Inesperado.

A minha vontade é de compartilhar todas as imagens do Astronomy Picture of the Day, mas escolho somente a minha favorita da semana. Para essa semana escolhi a imagem de uma supernova de um tipo bem específico e de suma importância para a astronomia.

Para ver texto e imagem originais, clique aqui.

Tradução porca feita por mim:
"Muito tempo atrás, muito longe, uma estrela explodiu. A Supernova 1994D, visível como um ponto brilhante no canto inferior esquerdo, ocorreu na periferia da galáxia NGC4526. Supernova 1994D não era interessante pelo quão diferente era, mas pelo quão similar era de outras supernovas. De fato, a luz emitida durante as semanas seguintes da explosão que a causou é  familiar de uma Supernova Tipo 1A. Se toda Supernova Tipo 1A tem o mesmo brilho intrínseco, quanto mais fraca a supernova parecer, mais longe ela deve estar. Ao calibrar com precisão a relação luminosidade-distância, astrônomos são capazes de estimar não somente a taxa de expansão do Universo (parametrizada pela constante de Hubble), mas também a geometria do Universo em que vivemos (parametrizadas por Omega e Lambda). O grande número e as grandes distâncias das supernovas medidas nos últimos anos, quando combinadas com outras observações, são interpretadas como indicação de que nós vivemos em um previamente em um Universo Inesperado."

/* Momento desabafo: Tem vezes em que eu leio os textos do APOD, releio, tento traduzir e fico meio desesperada tentando entender o que eles quiseram dizer com aquilo e vejo que os problemas com escrita não são exclusividade dos cientistas do meu instituto. Felizmente isso me dá mais ânimo para continuar escrevendo aleatoriedades no blog e amenizar a minha crescente ignorância na escrita.*/

Supernovas é o nome que damos para eventos que marcam a morte de uma estrela super massiva, quando a estrela não consegue mais produzir energia o suficiente através dos processos de fusão nuclear. Supernovas do Tipo 1A são diferentes e ocorrem em sistemas binários de estrelas, quando uma delas é uma estrela anã branca e a outra uma estrela gigante, ou uma anã branca menor do que a primeira. As estrelas anãs brancas são uma das coisas mais densas do Universo, uma colher de chá de uma anã branca pode pesar 5 toneladas. Essa alta densidade faz com que sua gravidade seja muito intensa e a estrela passe a canibalizar sua companheira, puxando material dela. Quando a massa da anã branca aumenta 1.4 vezes a massa do Sol, uma reação nuclear ocorre, fazendo com que a anã branca exploda. Esse limite da explosão é conhecido como limite de Chandrasekhar, nome do astrônomo indiano que a descobriu.


Como essa reação ocorre sempre com a mesma massa e do mesmo jeito, é possível usá-la como um padrão para estimar distâncias. Sabemos que a luminosidade cai com o quadrado da distância. Assim um objeto luminoso colocado o dobro da distância de um outro idêntico terá o brilho quatro vezes menor. Então é possível determinar a distância dessas supernovas comparando o quão fraco é o brilho dela em relação à outra cuja distância já sabemos.



No texto o autor fica brisando sobre como a determinação de distâncias pode ser usada para estimar a taxa de expansão do Universo e sua geometria, sei explicar isso bem mais ou menos, mas não farei isso aqui, se não esse post será infinito. Mas já apresentei uma palestra sobre o tema, caso queira saber um pouquinho mais, aqui vai o link para a página do observatório onde é possível encontrar os slides da palestra e o texto de apoio que escrevi. Minha palestra é a do dia 16 de maio. Não tem nenhum formalismo, mas pode auxiliar no entendimento de algumas coisas.

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