segunda-feira, 11 de maio de 2015

Astronomy Picture of the Week: No limite da difração.

Minha vontade é de compartilhar todas as imagens do Astronomy Picture of the Day, mas escolho só a minha favorita da semana. Essa foi a primeira semana em que fui extremamente confrontada por razão X emoção. No fim minha cabeça estranha optou pela razão, mas deixo a imagem da emoção aqui para quem quiser ver.

A imagem que trago essa semana, mostra uma coisa surpreendente para mim. Trata-se do campo de visão de um super telescópio apontado em Alpha Centauri, o sistema de estrelas mais próximo do Sistema Sola, a estrela Próxima Centauri está somente a 4,3 anos luz de distância daqui, um logo ali para a escala do Universo.

Texto e imagem originais aqui.

Tradução porca feita por mim:
"Você gostaria de olhar através da ocular de um grande telescópio no espaço. Se você pudesse, veria uma imagem nítida que foi limitada pela difração. Sem ser afetada pelas turbulências da atmosfera que são uma praga para observadores terrestre, a resolução angular da difração é determinada somente pelo comprimento de onda da luz e diâmetro do espelho ou lente do telescópio, quanto maior o diâmetro, mais nítida é a imagem. Nesta foto de uma base em Terra um novo sistema de óptica adaptativa está sendo usado para cancelar os borrões atmosféricos nas observações visuais da famosa estrela dupla Alpha Centauri. Testando o sistema com 6.5 metros de diâmetro do telescópio Magellan Clay no Observatório de las Campanas, o astrônomo Laird Close está aproveitando uma histórica visão de limite de difração e a grande separação aparecente do sistema binário dessa estrelas próximas... sem viajar para a órbita terrestre."

Eu escolhi essa imagem, pois lá no observatório, com o maior telescópio, que é obviamente muito menor do que este da foto, malemá conseguimos ver essas estrelas separadas. Já nessa imagem elas aparecem tão, tão separadas, que nem imaginaria se tratar de um sistema binário. O que eu vejo é exatamente o que aparece nesse vídeo aí de baixo, com a tremedeira e tudo o mais. A diferença é que o telescópio do observatório tem acompanhamento que compensa o movimento de rotação da Terra, então as estrelas não saem do campo de visão do telescópio, como acontece no vídeo.


A visão fica excelente na foto do Astronomy Picture of the Day por dois fatores: tamanho do telescópio, pois em astronomia tamanho é documento e também por este sistema chamado óptica adaptativa. Esse sistema tenta compensar as deformações causadas pela nossa atmosfera na imagem. Essas deformações seria mais ou menos o equivalente a você mergulhar de olhos abertos e tentar olhar na direção para fora d'água, você não tem imagens nítidas. Nossa atmosfera faz a mesma coisa, e para astronomia isso é terrível!

A ideia é jogar um padrão de feixes de luz laser com alta potência na atmosfera e investigar como a atmosfera deforma este padrão. Depois computadores fazem o trabalho de deformar o espelho até que o padrão seja visto da forma certa, nesta situação a deformação do espelho está compensando a deformação causada pela atmosfera.






Com essa técnica, as imagens ficam bem mais nítidas, aqui dois exemplos, onde as imagens da direita são imagens obtidas com auxílio de óptica adaptativa.




Se você colocar o telescópio fora da atmosfera, como no caso do Hubble, não tem de fazer essas correções. Se bem que o telescópio Hubble foi lançado ao espaço com uma falha no espelho e ele precisou de um óculos para arrumar a miopia, mas isso é outra história...


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