quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O que eu li: Persépolis

Vou tentar escrever um pouquinho sobre coisas que acabei de ler. Sinto que a cada ano que fico na física, minha capacidade de escrita fica mais e mais reduzida, assim como a minha capacidade de sintetizar ideias. Então quem sabe escrevendo um pouquinho eu não consiga melhorar isso?

Gostaria de fazer isso sempre, mas infelizmente ao longo do semestre mal consigo abrir meus livros e quadrinhos. Vou começar minha tentativa de escrever um pouco sobre livros com esse quadrinho que li no ano passado. Se você é uma pessoa que tem mimimi com spoilers, nem leia. Como eu não dou a mínima para isso, ao contrário, acho que saber mais só atiça a curiosidade, escreverei uma resenha do jeito que eu gosto de ver

Título: Persépolis
Autora: Marjane Satrapi
Editora: Quadrinhos na Cia. (Cia. das Letras)


O livro nada mais é do que as lembranças da escritora Marjane Satrapi. Foi públicado originalmente na França entre 2000 e 2003 em quatro volumes. Quando Marjane era criança e vivia no Irã começou o regime xiita, não sei muita coisa de história, mas sabemos que o Oriente Médio teve e tem umas revoltas e regimes bem complicados. Marjane era de uma família de classe média com um mínimo de educação política. Marjane não se habituou ao véu que lhe foi imposto aos 10 anos de idade, nem ao seu direito de expressar-se e mostrar quem era. 

O tempo todo há um clima de tensão no livro por medo de suas atitudes e de seus pais resultar em morte, assim como aconteceu com outras pessoas de sua família. Receosos de sua segurança, os pais de Marjane a enviam para a Áustria com somente 14 anos, para estudar e morar sozinha. Ao longo do livro ela mostra seu amadurecimento forçado diante dessa situação e os tormentos pelos quais passou, culminando com sua volta ao Irã alguns anos depois ao fim de sua adolescência. 

Ao voltar para o Irã tem de se reacostumar com a vida de opressão que deixa para trás, e ela bem que tenta por muito tempo ao menos fazer de conta que se encaixa no comportamento esperado para uma mulher iraniana, mas depois de muitos tormentos acaba desistindo e voltando para a Europa.


O quadrinho é todo preto e branco, com traços simples da forma que eu gosto. Acho mais fácil associar imagens ao contexto quando as imagens são limpas. Ao mesmo tempo esse preto e branco deixa o quadrinho triste e em um clima de tensão, assim como é o filme Persépolis que foi lançado em 2007. Sabe aquele tipo de filme que é curto, mas parece durar uma eternidade porque é pesado? É assim! Pra quem quiser, aí vai o trailer do filme, mas está em inglês. 



Curiosidade aleatória: Persépolis é o nome da antiga capital do primeiro Império Persa, localizado na região onde hoje é o Irã


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