quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Astronomy Picture of the Week: Nebulosa da Bolha de Sabão


Primeiramente, desculpa por não ter conseguido postar o Astronomy Picture of the Week no dia certo, é que está difícil ter uma internet estável aqui em Ubachuva, que aliás está sem chuva nenhuma! Primeira vez na minha vida que vejo um Janeiro sem um dia sequer de chuva.

A minha vontade é de compartilhar todas as imagens do Astronomy Picture of the Day, mas escolho só a minha favorita da semana. Para essa escolhi essa imagem que até parece de mentira!


Para ver texto e imagem originais, clique aqui

Tradução porca feita por mim:
"À deriva em um rico campo de estrelas da constelação do Cisne, essa amável e simétrica nebulosa, foi reconhecida somente poucos anos atrás e não aparece ainda em alguns catálogos astronômicos. De fato, o astrônomo amador Dave Jurasevich identificou-a como uma nebulosa em 6 de Julho de 2008 em sua imagem da complexa região de Cisne que incluiu a Nebulosa do Crescente (NGC 6888). Ele subsequentemente notificou a União Astronômica Internacional. Somente onze dias depois o mesmo objeto foi idependentemente identificado por Mel Helm, nos Observatórios Remotos de Sierra, registradas por Keith Quatrocchi e Helm, e também submetida à União Astronômica Internacional como uma potencial nebulosa desconhecida. A nebulosa aparece na esquerta da imagem apresentada, é agora conhecida como a Nebulosa da Bolha de Sabão. O que é esta nebulosa que acabou de ser reconhecida? Provavelmente é uma nebulosa planetária, a fase final da vida de uma estrela como o Sol."

Eu já falei da formação de estrelas como o Sol nesse post com uma imagem do telescópio ALMA, mas ainda não falei sobre a morte de estrelas como a nossa. Assim como as pessoas, estrelas também nascem e morrem, algumas em tempo curto e outras em um tempo praticamente sem fim. O nosso Sol é uma estrela de meia-idade e acredita-se que em cerca de 5 bilhões de anos ela morrerá. Resumindo de forma tão porca quanto a minha tradução aí de cima, o que mantêm a estrela estável é um balanço de forças. A massa da estrela faz com que ela seja comprimida devido à sua própria gravidade e a fusão nuclear no interior da estrela faz com que ela seja "empurrada para fora". Enquanto essas forças são anuladas a estrela é estável, mas se uma delas vence, a estrela colapsa, podendo ter diversos fins, que dependem da massa que a estrela tinha em vida.

Para estrelas com massa semelhante à do Sol, o fim acontece quando ela não consegue mais realizar o processo de fusão nuclear, assim ela solta as camadas externas, restando somente um núcleo composto principalmente de Carbono, o último elemento formado pelo processo de fusão de estrelas com esse tamanho. As camadas externas liberadas formam as nebulosas planetárias, que são lindas demais, pelo menos em fotografias. No telescópio eu admito que todas as que eu vi são bem sem graça.

Para saber um pouquinho mais sobre elas, segue o vídeo abaixo!



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